sábado, 21 de março de 2009

Especial - Os Xutos & Pontapés numa página do BLITZ de 1985


O "The Sound Of Music" agradece ao leitor Nuno Saraiva pela imagem apresentada.

Playlist - O Melhor dos Xutos & Pontapés


Este artigo marcará o fim de uma semana que encheu o "The Sound Of Music" com o melhor da música portuguesa, não só com o nome dos Xutos & Pontapés, mas também outros bem conhecidos e da actualidade. Mas esta Playlist, é somente dedicada à bandas que esteve para se chamar Beijinhos e Parabéns, ou seja, os Xutos & Pontapés. São 30 anos preenchidos pela melhor música e marcados de êxitos que percorrem gerações e gerações. Aqui apresentamos os 20 grandes. Que a bandeira nacional se arreie...

  1. Xutos & Pontapés - "Sémen"
  2. Xutos & Pontapés - "Toca e Foge"
  3. Xutos & Pontapés - "Remar, Remar"
  4. Xutos & Pontapés - "Homem do Leme"
  5. Xutos & Pontapés - "Barcos Gregos"
  6. Xutos & Pontapés - "Não Sou o Único"
  7. Xutos & Pontapés - "Vida Malvada"
  8. Xutos & Pontapés - "Minha Casinha"
  9. Xutos & Pontapés - "Contentores"
  10. Xutos & Pontapés - "Saí Pra Rua"
  11. Xutos & Pontapés - "7º Single"
  12. Xutos & Pontapés - "À Minha Maneira"
  13. Xutos & Pontapés - "Para Ti Maria"
  14. Xutos & Pontapés - "Chuva Dissolvente"
  15. Xutos & Pontapés - "Jogo do Empurra"
  16. Xutos & Pontapés - "Para Sempre"
  17. Xutos & Pontapés - "Ai Se Ele Cai"
  18. Xutos & Pontapés -"Mundo Ao Contrário"
  19. Xutos & Pontapés - "É Tão Fácil"
  20. Xutos & Pontapés - "Quem É Quem"

Xutos & Pontapés - "Para Ti Maria"

Capas - Xutos & Pontapés

Esta é a primeira rúbrica Capas dedicada a um artista ou banda nacional. E quem melhor que os Xutos & Pontapés, que em 2009 estão a completar os 30 anos de carreira, para a inaugurar? Aqui vos apresentaremos a sua discografia completa (11 discos de originais no total) mas ainda sem o novo trabalho devido à inexistência da sua capa. Apresentamo-vos ainda uma capa da Revista BLITZ onde os Xutos & Pontapés tiveram direito ao destaque mensal. Aqui fica a prova que em Portugal também se fazem belas capas.

1982 - Álbum 78/82


1985 - Álbum Cerco



1987 - Álbum Circo de Feras


1988 - Álbum 88

1990 - Álbum Gritos Mudos


1992 - Álbum Dizer Não De Vez


1993 - Álbum Direito Ao Deserto


1997 - Álbum Dados Viciados


1998 - Banda Sonora Tentação


2001 - Álbum XIII


2004 - Álbum Mundo Ao Contrário


2006 - Revista BLITZ

Singlemania - "Alive" (Pearl Jam)


A esta hora muitos dos nossos leitores já devem estar a salivar de felicidade. Não só devido à publicação deste artigo sobre um dos hits dos anos 90 mas também perante o facto de o álbum Ten dos grandes Pearl Jam estar prestes a ser reeditado, inclusivé numa edição bem especial! Pela módica quantia de 99,95€ o nosso cibernauta poderá levar para sua casa, para além do respectivo álbum, o seguinte conteúdo: uma remasterização do álbum original e remistura pelo produtor Brendan O'Brien; um DVD da actuação dos Pearl Jam em 1992 no MTV Unplugged; um LP do concerto "Drop In The Park" em 1992; réplica da demo em cassete com 3 temas; faixas bónus ("Brother", "Just a Girl", "State Of Love And Trust", "Breath And Scream", "2000 Mile Blues" e "Evil Little Goat"); e ainda um bloco de notas com letras de Eddie Vedder, com notas pessoais e fotografias de colecções pessoais de Vedder e Jeff Ament. Poderá encontrar à venda este pack especial nas lojas FNAC. A banda que viveu o seu nascimento com bandas como os Nirvana está de regresso, embora em carreira retrospectiva. Mas sempre é material para lavar os nossos ouvidos. Para lavar os nossos ouvidos servirá também este single "Alive", que foi uma das faixas que lançou a banda numa carreira que em 2011 completará 20 anos. Boas audições!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Na Vida de...António dos Santos


A esta hora estar-se-á certamente a questionar: donde é que saiu este nome António dos Santos e quem é ele. Se lhe dissermos que este é o nome verdadeiro de Tim, actual vocalista dos Xutos & Pontapés, a situação já muda de figura, e já reconhecemos uma das figuras mais emblemáticas dos últimos anos. Poderíamos falar nesta secção da vida de Zé Pedro ou de Kalu, mas decídimos escolher Tim, pois, mesmo sendo figura central, a sua vida passa muitas vezes despercebida. Cantor, compositor e guitarrista, Tim é um dos fundadores dos Xutos & Pontapés. A sua carreira como músico inicia-se aos 15 anos actuando como baixista em grupos de jovens e de bailes. A sua primeira experiência num grupo de originais ocorre quando Tim tem 18 anos no Grupo 2, um trio de improvisação instrumental de Almada. Um ano depois viria a ingressar para o Conservatório de Lisboa onde estudou contrabaixo. Nesse mesmo ano começa a tocar nos Xutos & Pontapés como baixista. Entre 1979 e 1986 frequenta o Instituto Superior de Agronomia, onde se licencia em Engenharia Agrária, especializando-se em Melhoramentos. Em 1982, já com 22 anos, Tim grava o seu primeiro álbum de estúdio com os Xutos & Pontapés, ocupando já o cargo vocal também: 78/82, de onde saíram singles bem conhecidos do público como "Sémen", que aproveitamos para rever aqui.




A partir daqui é ver os Xutos a conquistarem mais e mais discos de ouro, com os seus outros trabalhos inclusivé. Em 1990, o grupo faz uma pausa, e Tim é imediatamente convidado para integrar um outro colectivo de reunião: os Resistência. A somar a Tim ainda encontramos nomes como Pedro Aires Magalhães, Olavo Bilac, Miguel Ângelo, Rui "Dudas", entre outros. No trabalho da banda encontram-se os discos Palavras ao Vento e Mano a Mano. Quando os Xutos decidem regressar, tornam-se não só uma banda de álbuns e concertos, mas também de bandas sonoras, gravando para os filmes de Joaquim Leitão, Tentação e Inferno. Em 1995 surge-nos o projecto Rio Grande, que Tim também veio a participar, João Gil, Rui Veloso, Jorge Palma e Vitorino, conquistando igualmente o respeito dos portugueses. Em 1999, Tim lança o seu primeiro trabalho a solo, Olhos Meus, mas nem por isso deixa de contar com as participações especiais de Samuel Palitos, Frederico Valsassina, João Cardoso e do colega dos Xutos e saxofonista Gui. Aos 25 anos de Xutos & Pontapés, surge-nos um grandioso e explosivo concerto no Pavilhão Atlântico, sala que raramente recebe talentos nacionais. Surge-nos também um outro projecto que Tim se viria a envolver, os Cabeças No Ar, juntando-se a nomes como Rui Veloso e o letrista Carlos Tê. Em 2006 sai para a rua o seu segundo álbum de originais, Um e o Outro, com Mariza e Mário Laginha como convidados. O ano passado, Tim lança o seu terceiro e último (até ao momento) trabalho a solo: Braço de Prata. Álbum este que conta não só com originais mas também com versões dos Sétima Legião, Rio Grande, Adriano Correia de Oliveira, Bernardo Santareno, João Gil e inclusivé dos seus Xutos & Pontapés. Para terminar este artigo fique com o seu mais recente single "Desencontro". E assim se fecha mais uma página de vidas...Mas só por enquanto...


quinta-feira, 19 de março de 2009

Cartoon - Xutos & Pontapés


Esta semana a secção Cartoon está diferente como já deve ter reparado o nosso caro leitor. Diferente na medida em que não distorcemos nenhum intérprete. Decidimos antes focar-nos num tema da banda em questão (Xutos & Pontapés): "O Homem do Leme". Esta imagem pode levar-nos a concluir várias coisas para além do óbvio. Podemos presumir que esta música, um dos maiores êxitos de Xutos & Pontapés, irá perdurar tanto no tempo que o homem do leme irá ficar tão velho que apenas sobrarão ossos. Mas, por outro lado, também poderemos pensar que este single tem os seus dias contados e que muito em breve ninguém se lembrará dele. Ou até pode nem ser nenhuma desta hipóteses. Só o autor desta bonita imagem o saberá dizer. E já que evocámos aqui o tema que toda a gente sabe a letra, disfrutem da música já de seguida, acompanhada claro está de um belo videoclip! Boas audições!

Playlist - O Melhor do Rock Português dos Anos 80

Em 1974 Portugal põe fim à ditadura que reinava no país. Com a revolução muita coisa muda. Uma delas a liberdade de expressão e o fim da censura. Por muito pouco que possa parecer, este acontecimento veio marcar e decidir o futuro da música portuguesa. Em 1980 chega às rádios nacionais a primeira canção rock em português eticamente aceite pela sociedade e sem correr o risco de condenar o seu autor ou quem a ouvisse. Estamos claro a falar do hit "Chico Fininho" da autoria de Rui Veloso. A partir daqui foi ver bandas como UHF, Xutos & Pontapés, GNR (na foto) e outros a sair do escuro e a entregarem-se ao maravilhoso mundo do estrelato. Aqui apresentamos as melhores músicas de um período musical que se deixou conduzir pela mudança radical na sociedade. É ver, ouvir e recordar algumas das canções mais marcantes de sempre da história musical portuguesa!
  1. Rui Veloso - "Chico Fininho"
  2. Táxi - "Chiclete"
  3. UHF - "Rua do Carmo"
  4. Grupo de Baile - "Patchouly"
  5. Heróis do Mar - "Amor"
  6. GNR - "Dunas"
  7. Xutos & Pontapés - "Não Sou o Único"
  8. António Variações - "Estou Além"
  9. Sétima Legião - "Sete Mares"
  10. Rádio Macau - "O Anzol"
  11. Manuela Moura Guedes - "Foram Cardos, Foram Prosas"
  12. Ban - "Irreal Social"
  13. Delfins - "Bandeira"
  14. Jáfumega - "Latin'America"

António Variações - "Estou Além"

quarta-feira, 18 de março de 2009

Especial - Os Nomes da Música Portuguesa da Actualidade


Já todos ouvimos ou lemos o nome FlorCaveira em algum lado pelo menos uma vez. Isto porque mesmo que você não seja um verdadeiro apreciador de música portuguesa, esta é a editora mais conceituada e quem tem promovido a melhor música nacional do momento. Nomes como Tiago Guilul, Samuel Úria, Os Pontos Negros, B Fachada e João Coração fazem parte dos talentos lançados pela editora. Entre o rock, o punk e os ritmos mais slow, a FlorCaveira já nos brindou os ouvidos com muito boa música. E o mais caricato: todos estes nomes estão de algum modo conectados à Igreja Evangélica. Tiago Guilul, para além de ser um grande artista musical e de ser um dos grandes responsáveis pela FlorCaveira é também um orador nato todos os Domingos na Igreja Evangélica de Benfica. São várias as pessoas que não acorrem ao local para ouvir um concerto rock mas para se deixar levar pelo grande poder da fé que move todos os que visitam este local. Uma pequena curiosidade é que todos os nomes aqui referidos usam barba. Uma aproximação que talvez os faça assemelhar ao já falecido António Variações, que foi uma das grandes estrelas músicas rock nos anos 80. Quanto à música feita por Variações, Tiago Guilul tem uma opinião fomentada quanto ao assunto: "O que o Variações fez foi dar o passo seguinte. As pessoas querem ser Madonnas, mas beijam como freiras." E já que falamos em beijar freiras e em Tiago Guilul, o melhor mesmo é fazer uma pequena pausa na leitura para se deixarem levar pelo primeiro single de Guilul, "Beijas Como Uma Freira".






Mas o rock na actualidade não se prende só com a FlorCaveira. Existem outros nomes que estão sob o signo de outras editoras que também merecem o nosso devido destaque. É o caso dos X-Wife ou Slimmy. Nestes casos, e em oposição aos nomes da FlorCaveira, os vocalistas das bandas não usam a língua nacional nos seus temas, preferindo render-se aos encantos do inglês. O objectivo será certamente chegar mais longe, utilizando uma das línguas universais mais faladas, a fim de todos os ouvintes conseguirem captar a mensagem que cada banda pretende transmitir. Aliás, Slimmy já atravessou o oceano Atlântico e aterrou nos Estados Unidos da América onde um dos seus temas encetou na banda sonora da aclamada série americana C.S.I.. Nem sempre a internacionalização dos nomes portugueses é fácil mas aparentemente tem-se conseguido alcançar este feito. Como é o caso de David Fonseca, um dos nomes mais ligados à pop que conquistou lugares cimeiros na tabela de vendas da quase vizinha Itália, onde já chegou inclusivé a realizar concertos ao vivo, adquirindo um conjunto de fãs internacional. A música instrumental também tem vindo a ganhar algum renome, embora esteja mais ligada igualmente à vertente rock, com os Dead Combo. Aliado à música instrumental, bem como ao texto de desabafo em língua portuguesa, surge-nos também um "novo" género musical em Portugal designado de Spoken Music, a música falada. Nem é preciso recuar muito no tempo para encontrar um bom exemplo deste género musical. Basta pensar no nome O Maquinista e surge-nos logo uma avalanche de grandes temas. O que a seguir apresentamos é da sua autoria e tem o título de "Trilogia de Lisboa: I da nostalgia". Um tema hipnotizante sem dúvida alguma.







Na música mais ligeira e na parte dos covers surge-nos o já referido uma vez neste blogue o nome de David Ferreira, onde a sua música anda em torno do jazz e de temas de Frank Sinatra, Tom Jobim, entre outros. David deixa-se entrar em actuação na companhia do seu chapéu preto e consegue encantar todos os que o escutam atentamente. Os concursos dedicados às bandas de garagem também nos tem vindo a trazer grandes talentos. Relembre-se da banda doismileoito que lançaram bem recentemente o seu álbum homónimo que contém o êxito "Bem Melhor", um hit de rádio que já todos sabemos pelo menos trautear. Para além dos concursos de bandas de garagem, outra forma de divulgação de talentos musicais é o já nosso amigo de longa data YouTube. Nomes como Mia Rose ou Ana Free, ambas com nacionaliade portuguesa, estão prestes a sair do mundo virtual para o mundo discográfico, chegando já Ana Free a dar concertos em terras lusas, fazendo-se acompanhar dos seus originais mas também de alguns dos covers que a tornaram num nome reconhecido e acarinhado por muitos. Já Mia Rose ainda não deu nenhum grande concerto, mas já possui êxitos seus a passar nas rádios nacionais, bem como a grande amiga Ana Free. Quem dispensa apresentações são os Buraka Som Sistema. Com o seu kuduro progressivo já conquistaram milhares de fãs, não só a nível nacional, como a internacional, chegando já a actuar no estrangeiro. O dueto com M.I.A. fez com que o talento deste conjunto de portugueses dedicados a fazer dançar os outros aumentasse. A banda que actuará este ano no festival Sudoeste e para nos deixarmos contagiar por este ritmo contagiante da sua música nada melhor que ficar com o single "Aqui Para Vocês", single este que conta com a brilhante participação de Deize Tigrona.






O fado tem vindo a conquistar também um número maior de fãs e tudo muito devido ao enorme talento não só vocal, mas também artístico de Ana Bacalhau, na companhia da sua banda, os Deolinda. Já todos nós nos deixámos render ao ritmo festivo de "Fon Fon Fon" ou ainda ao gingão "Fado Toninho". O hip hop nacional também tem vindo a ter o seu destaque. Boss AC regressa-nos em peso surpreendendo tudo e todos com um dueto com a fadista Mariza, New Max, uma das caras da dupla Expensive Soul, lança-se agora na carreira a solo lançando Phalasolo e ainda a primeira hip hoper portuguesa Dama Bete. Cada vez mais o mundo musical português vai deixando de ser também um lugar exclusivo masculino e passa a abrir-se cada vez mais às vozes mais agudas e doces do sexo feminino. Repare em Rita Redshoes que este ano irá actuar num festival no Texas. Começou por ser apenas a teclista da banda de David Fonseca mas depressa decidiu ir mais longe e tantar a sua sorte numa carreira a solo. Calçando sempre o seu sapatinho vermelho e mostrando o seu ar dócil e feminino, consegue soltar cá para fora uma das maiores e melhores vozes da música nacional da actualidade. Para o comprovar deixe-se ficar com o tema "The Beginning Song".






Para terminar este artigo resta-nos dizer que este é o futuro da música portuguesa. Estes são aqueles que vão continuar o legado de nomes como Xutos & Pontapés, GNR, António Variações, Sérgio Godinho, Rui Veloso, Jorge Palma, e tantos outros. Se a futura geração depender destes novos nomes aqui apresentados, uma coisa é certa: Portugal irá ter um futuro musical bastante risonho.