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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Conversa Descabida - João Durão

Bem-vindos a mais uma edição do Conversa Descabida, as conversas mais imprevisíveis do mundo virtual, onde tão depressa estamos a falar de música como viramos o navio para outro porto qualquer. Desta vez fomos falar com João Durão, estudante de Ciências Musicais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova. Aos 18 anos, João fala-nos do seu blogue, dos Green Day, da imprensa da actualidade e ainda de Ana Malhoa. Uma conversa a não perder e que fica aqui presente já de seguida.

Conversa Descabida: Antes de mais muito obrigado por teres aceite o nosso convite. Alguma coisa que tenhas receio que te seja questionada?
João: Ora viva, antes mais obrigado pela oportunidade dada. Receio? O que é isso? Nada. Força, mente aberta

Conversa Descabida: Sabemos que escreves num blogue chamado “Caspa Nas Sobrancelhas” (
http://caspanassobrancelhas.blogspot.com). Porquê o nome? Não seria mais apelativo algo como “Chatos Nos Sovacos”?
João: Bem, "Chatos Nos Sovacos" é um bom nome, mas Caspa Nas Sobrancelhas surgiu numa conversa com o meu parceiro do blog, o meu amigo Nabais, eu tinha outra ideia para o nome, que agora não me recordo, que também era algo, digamos, estapafurdio. Távamos a falar sobre os temas que iam ser abordados no blog e ele assim de repente sai-se com esta do "Caspa Nas Sobrancelhas", eu chorei a rir e acabou por ficar esse o nome.

Conversa Descabida: Mistério resolvido, vamos mas é começar a falar de música que é para isso que também aqui estamos. Esta é a semana dos Green Day. O que pensas desta banda?
João: Esta banda, diga-se já de passagem que já fui mais "adepto" dos Greenday do que sou agora, porque penso que se tornaram numa espécie de "banda de colégio". Gostei muito do álbum Nimrod de 1997. È bastante recente. A partir daí deixei de ouvir pelas razões que já referi.

Conversa Descabida: A tua música preferida desta banda é…
João: “Good Riddance”, do álbum Nimrod.

Conversa Descabida: Boa escolha. Os Green Day este ano vêm a Portugal. Vais ao concerto deles ou tens outro planeado?
João: Tenho outro concerto planeado. AC/DC agora em Junho.

Conversa Descabida: Mais uma excelente opção de um grande concerto a decorrer este ano. Falemos agora um pouco da actualidade portuguesa. O que achas do facto de a professora de História no Porto ter sido processada por falar constantemente de sexo nas suas aulas, com termos ditos desapropriados para o local em questão?
João: Acho bem, porque primeiro de tudo, de certeza absoluta que a senhora não disse nada que os alunos não saibam ou nunca tenham dito, segundo, a senhora apenas adiantou-se nas aulas de educação sexual. E enganou-se no horário, mas concordo com a senhora. Eu próprio faria o mesmo, porque entre uma aula de História e uma aula de Educação Sexual, acho que não é difícil escolher.

Conversa Descabida: Realmente a senhora devia estar com o fuso horário completamente desregulado. Que música descreveria melhor o estado do nosso país actualmente?
João: “My Sacrifice” dos Creed.

Conversa Descabida: “O Corpo É que Paga” do Variações na minha opinião também seria uma escolha acertada. Eis mais uma situação da actualidade: uma senhora foi assaltada enquanto rezava na Igreja Matriz de Benavente. O Correio da Manhã, como bom jornal que é, brinda-nos com frases como: “Mal se tinha ajoelhado, foi agredida e roubada por um homem, que fugiu com 40 euros, o telemóvel e o cartão da Segurança Social”, “Quando ocorreu o assalto, não estaria ninguém na Igreja, com excepção do sacristão que aspirava as carpetes do altar” e ainda “O marido de Noémia Anacleto [a vitima] estava no exterior, a jogar às cartas, e também não deu por nada.” Ao olhar para este tipo de jornalismo não te parece que a imprensa portuguesa vai de mal a pior?
João: Bem, não me surpreende, para quem é capaz de por a Maya numa capa da FHM é capaz de muita coisa. Nessa noticia chama-me a atenção, o facto de o sacristão estar a aspirar as carpetes do altar enquanto a senhora rezava. "Senhor, eu quero pedir a sua misericór...(vruuuuuuuummmmm)...dia". Deve ter sido uma coisa assim.

Conversa Descabida: Continuando numa de citações, o Kanye West presenteou-nos à pouco tempo com a frase: “Lady GaGa é a nova Madonna, Beyoncé é a nova Tina Turner.” Será esta uma comparação justa?
João: Nem por isso, não se pode por Beyoncé e Tina Turner no mesmo saco, porque para além de não caberem lá, não acho que a Beyoncé tenha a pedalada e o estilo de Tina Turner. em todos os aspectos. Como a Tina Turner já não há.

Conversa Descabida: Um desafio agora. Completa a seguinte frase de acordo com a tua opinião: “(A) é o novo António Variações, (B) é o novo Rui Veloso”.
João: Ui, agora entalaste-me. (A) Não faço a mínima. (B) Nuno Norte, que mesmo não sendo novo acho parecido.

Conversa Descabida: A Ana Malhoa já foi convidada para a Playboy. Não estará a sua imagem já bastante gasta e deprimente?
João: Gasta, deprimente e porca. Sem mais nem menos. Faz-me lembrar uma toxicodependente, sem ofensa aos que realmente o são.

Conversa Descabida: Portanto foi uma má escolha para uma produção futura?
João: Sem dúvida. Penso que a Playboy acertou completamente ao lado com a Ana Malhoa, tudo bem que tem o "corpo feminino" mas isso até a Luciana Abreu tem.

Conversa Descabida: Para terminar diz-nos de tua opinião. Quais são as 10 músicas da tua vida?
João: Sem ordem preferencial temos: “Paranoid” (Black Sabbath), “Thunderstruck” (AC/DC), “You Shook Me All Night Long” (AC/DC), “Starry Night” (Joe Satriani), ”Born To Raise Hell” (Motorhead), “Do You Feel Like We Do” (Peter Frampton), “La Grange” (ZZ Top), “Machine Gun Man” (Zakk Wylde), “Gimme Shelter” (Rolling Stones) e “Start Me Up” (Rolling Stones).

Conversa Descabida: Muito obrigado pela tua participação. Foi um Conversa bastante divertida.
João: Ora essa, obrigado eu, foi um prazer.

Motorhead - "Born To Raise Hell"

sábado, 2 de maio de 2009

Conversa Descabida - Nuno Saraiva

Quem Vem Lá? É o Nuno Saraiva, o nosso primeiro leitor a alcançar a pontuação necessária, no desafio mais fascinante alguma vez criado pelo "The Sound Of Music", para escolher um artista da semana. Nuno Saraiva tem 32 anos, é contabilista e encontra-se a tirar um mestrado. Tendo contacto directo com o mundo musical através das bandas filarmónicas, Nuno fala-nos da importância do 25 de Abril, afirma que os Humanos foi a melhor banda de tributo a um artista português criada até agora, que Barack Obama um dia poderia vir a ser canonizado e ainda nos diz porque é que escolheu os Black Eyed Peas como artistas da semana. Porque a curiosidade matou o gato, o melhor é mesmo ler a entrevista que se segue.

Conversa Descabida: Antes de mais muito obrigado por teres aceite o nosso convite. Preparado para o que vem aí?
Nuno: Não. De forma alguma. Como se pode estar preparado para estes complicadíssimos questionários?

Conversa Descabida: Complicados? És a primeira pessoa que nos diz isso! Mas vamos às perguntas. Comecemos pela pergunta que mais nos intriga. Sendo tu o primeiro vencedor do Quem Vem Lá, porquê a escolha de uma banda como os Black Eyed Peas?
Nuno: A escolha teve em conta duas coisas: Primeiro o público do auditório e depois o meu gosto pessoal. Há bandas das quais gosto mais, mas não sendo tão conhecidas, ou não tendo ainda uma carreira longa, não seriam adequadas para o destaque de uma semana.
Escolhi BEP, por serem uma banda dos anos 80, fiel ao seu próprio estilo, e por ser uma música, que mesmo tendo algum protesto nalgumas letras, é muito positiva, e dançável.


Conversa Descabida: E quem é que teve uma carreira a solo mais louvável: Fergie ou Will.I.Am?
Nuno: Hum… É sempre uma comparação difícil. Apesar de serem carreiras distintas, acho que Will.I.Am ficou um pouco por cima. Isto não só como cantor, mas porque esteve ligado a várias produções, incluindo o primeiro álbum de Fergie. Fica a sensação que Will ficou com a herança de BEP, Fergie tentou separar-se para tentar ter poder de decisão mas não conseguiu. A sua imagem está ligada a BEP, e aquele estilo inconfundível. Em suma, para mim, Will.I.Am e BEP confundem-se um pouco..

Conversa Descabida: Passou pouco tempo desde as celebrações dos 35 anos do 25 de Abril. Como achas que estaria Portugal se ainda continuássemos no regime do Estado Novo?

Nuno: Lixado…(risos) Estaria com toda a certeza pior. Possivelmente não tínhamos acesso à internet mundial. Não podíamos falar, não podíamos fazer quase nada. Um regime como o que se viveu no passado nos diversos países da Europa, não faz qualquer sentido. Como já diversas vezes foi citado: A democracia é um péssimo sistema político, mas é o menos mau.

Conversa Descabida: Mas não achas que de vez em quando fazia falta existir um Salazar para impor um pouco de ordem e respeito no país?
Nuno: Não. Um país é feito por todos, e as pessoas que comandam os destinos do país, escolhidos por todos. Devia haver era Leis mais rígidas, penas mais pesadas, e uma verdadeira aplicação da Lei. Disso precisamos, não precisamos de alguém que obrigue a ordem e respeito, espalhando o medo, retirando o direito de defesa, não permitindo crítica, proibindo a chegada de informação às pessoas. Proibindo o desenvolvimento de uns, para que não saiam do poder. Acho que pessoas que por vezes pensam que atitudes mais repressivas dos governos é idêntico a regime de Salazar, estão redondamente enganadas. Não deve acontecer, mas são coisas muito diferentes. Hoje, Sócrates processa jornalistas; Salazar, tratava-lhes da saúde.

Conversa Descabida: Essa tua última frase certamente ficará como um marco no historial da Conversa Descabida. Que música associas de imediato à liberdade?
Nuno: Infelizmente, os grandes músicos de protesto, ficaram todos associados a um único partido e à esquerda menos moderada, o que faz perder um bocado do impacto, em relação ao que sinto. É óbvio que o “Grândola Vila Morena”, é forçosamente associado, ao dia da revolução, acho pena que se tenha tornado quase um hino do PCP. Quem não se enquadra na ideologia do PCP, ficou quase sem música de liberdade. O "E depois do Adeus" também é associada e é uma bela música.

Conversa Descabida: É um facto que o “Grândola Vila Morena” ficou associada, mas nem por isso deixa de fazer parte da boa música portuguesa. Mudando o tema para algo também recente. Concordas com a canonização do teu homónimo Nuno Álvares Pereira?
Nuno: Sim, concordo. Independentemente do milagre ou não milagre, o conceito de Santo está demasiado mistificado na cabeça das pessoas. Os Santos são pessoas, qualquer um de nós pode ser, se tiver talhado para isso. Assim, neste contexto, o facto de D. Nuno Álvares Pereira, um dos homens mais rico de Portugal, se despojar de todos os seus títulos e doar os seus bens à Igreja, aos pobres, à família e aos antigos companheiros de armas, dedicando-se o resto da sua vida à religião, é motivo mais do que suficiente, para a canonização.

Conversa Descabida: Achas que algum dia teremos um político ou outra figura pública a ser tornado num santo?
Nuno: Sim, o Manuel Luís Goucha…No actual panorama e estilo de vida, não me parece…A ser, penso que o grande candidato é Barack Obama, mas ainda tem muito que provar. Principalmente quando houver tensões diplomáticas, e possibilidade de Guerra.

Conversa Descabida: Que década te fascina mais a nível musical: 50, 60, 70, 80, 90 ou os anos 00?
Nuno: Os anos 90 foram grandes. Houve uma grande abertura musical, em que as pessoas ficaram com uma maior amplitude no gosto musical. As baladas, o heavy-metal, o pop, dos outros anos, não me diz muito, ouve-se, tem boas músicas, mas não me fascina (só o ska e algum reggae). Os anos 00 têm a grande diferença das coisas terem sido muito mais bem trabalhadas pela tecnologia e pelas escolas de canto. Há muitos meios técnicos hoje em dia o que permite grandes resultados finais nos álbuns. Resumo: Anos 90 pelo impacto que teve na minha juventude, anos 00 pela qualidade alcançada.

Conversa Descabida: Certamente que sabes da onda de tributos que tem havido nestes últimos tempos a artistas portugueses. Tudo começou a ganhar relevo há uns tempos com os Humanos, em tributo ao Variações, depois seguiu-se o Carlos Paião, e agora Amália e Zeca Afonso. Do que já ouviste até agora, quem é que se tem saído melhor?
Nuno: Ainda não conheço este recente do Dr. Zeca Afonso. O da Amália, surpreende pela originalidade. O do Carlos Paião está muito bem cantado, mas continua a "cheirar" a anos 80, é mais como uma boa recordação. O dos Humanos, é a melhor na minha opinião. As músicas parecem ser totalmente actuais. O facto de serem três vozes tão diferentes a cantar músicas dum único cantor, ajuda. E as músicas ficaram todas muito boas. É um dos álbuns portugueses da década, sem dúvida.

Conversa Descabida: Quem é que achas que está a faltar tributar, para se juntar a este leque de grandes nomes?
Nuno: Assim, de repente, portugueses, acho que o Carlos do Carmo merece, possivelmente mesmo em vida. Dos que já partiram não me estou a lembrar de mais ninguém…Daqui a uns 20 anos, um tributo a Rui Veloso ou Xutos, vai dar um álbum formidável.

Conversa Descabida: Ouvimos dizer que a Maya vai posar para a revista masculina FHM. Estás curioso para saber o resultado?
Nuno: Por acaso estou. A Maya com base em diversos tratamentos/intervenções, consegue manter um aspecto agradável. Por acaso via numa festa há cerca de dois meses, e realmente tem um aspecto de mais nova do que na realidade é. E depois, há o photoshop.

Conversa Descabida: E já que falamos no mundo das revistas masculinas e ninguém está a ler esta entrevista neste momento, o que achas da escolha de Claudia Jacques para 2º capa da Playboy portuguesa?
Nuno: Acho normal. Acho que a Playboy não está a conseguir seguir o caminho da sua "revista mãe". Eu esperava da Playboy que conseguisse capas com pessoas que nunca mostraram tendência para se expor. Mostrar fotos de pessoas que já anteriormente se expuseram na TV ou nas revistas já existentes não acrescenta nada ao panorama. Cláudia Jacques tem um corpo escultural, mas que quem gosta desse tipo de revistas, já viu na Maxmen.

Conversa Descabida: Que música ficaria bem como banda-sonora para uma publicação como esta?
Nuno: “Sex Bomb” do Tom Jones, para os mais atrevidos. “She”, do Elvis Costelo, para os Nerds e Bimbos que se apaixonam pelas miúdas das revistas…(risos)

Conversa Descabida: Para terminar, a perguntas do costume. Estás entre a espada e a parede e tens de nos dizer apenas e somente as 10 músicas da tua vida. Qual é a tua escolha?
Nuno: Isso é tão difícil. Precisava de meses para pensar nisso...Guns n´roses – “Dead Horse”, Nirvana – “Come as you are”, Bloc Party – “Banquet”, Da weasel – “Doía”, Superman lovers – “Starlight”, André Sardet – “Pássaro Azul”, NoFX – “Play this song on the radio”, Michael Bublé – “Feeling Good”, Michael Bublé – “Smile” e Amy Winehouse – “Monkey Man”.

Conversa Descabida: Muito obrigado pela tua colaboração!
Nuno: De nada, é sempre um prazer colaborar com quem faz algo pela cultura, com empenho e prazer…

Bloc Party - "Banquet"

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Conversa Descabida - Joana Clara

As conversa de café e totalmente descabidas continuam. E continuam novamente junto do público feminino. E, surpreenda-se, com uma amiga e colega da nossa primeira entrevistada Carla Anes. Joana Clara tem 20 anos e é estudante do 3º ano de Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Futura jornalista, aqui invertem-se os papéis em que Joana assume o papel de entrevistada. Nesta conversa ficamos a saber que Joana é uma rapariga de opiniões formadas e bastante faladora. Fala-se do casamento de José Sócrates, de Britney Spears e do American Idol. Joana diz-nos do que é que não tem dúvidas e partilha connosco a sua opinião quanto ao desempenho da Carla. Para já o melhor mesmo será ler a entrevista de fio a pavio.

Conversa Descabida: Antes de mais muito obrigado por teres aceite o nosso convite. Sabemos que és amiga da nossa primeira entrevistada, a Carla. Achas que ela esteve à altura do desafio?
Joana: Como já tive oportunidade de confidenciar, achei a ironia da Anes genial, ironia essa com a qual tenho oportunidade de conviver quase diariamente e à qual acho imensa piada. Por isso sim, considero que esteve à altura do desafio. E acrescento que ela é das pessoas que conheço com um gosto musical excepcional, ainda que seja, de todo, diferente do meu. No entanto, já descobri muito boa música e muito bom artista, graças a ela. De resto, tenho apenas a dizer que a entrevista agradou-me pelo próprio tom com que foi feita e também porque achei que as perguntas não podiam ter sido melhores.

Conversa Descabida: Obrigado pela parte que nos toca. E descobris-te alguma coisa sobre ela que não soubesses?
Joana: Não, não! E posso aqui confirmar que a Carla é das pessoas mais sóbrias que conheço. A sua 'alegria' contagiante nos jantares de curso e mesmo naqueles entre amigos mais chegados é apenas um traço da sua personalidade, nada mais. E não vou "inserir aqui nenhum tipo de sarcasmo".

Conversa Descabida: Esta semana falamos dos No Doubt. Onde pensas que Gwen Stefani brilha mais: na banda ou a solo?
Joana: Confesso que quando era mais nova era completamente viciada na "Don't Speak" e ainda hoje quando oiço a música, sinto-me voltar a minha infância/pseudo-adolescência. Mais tarde, apaixonei-me pelo álbum Rock Steady, sobretudo pelos singles lançados, nomeadamente "Hey Baby", "Hella Good" e "Underneath At All". Devo acrescentar que não é bem o meu estilo de música, mas na altura achei que tinha sido um dos melhores trabalhos da banda norte-americana. Quanto a carreira a solo da Gwen, considero que foi uma boa forma de a artista se afirmar ainda mais. Ela tem uma presença em palco inconfundível e poderosamente marcante. Adoro o estilo dela e acho que ela faz a diferença por ser uma vocalista com um estilo irreverente, mas à sua própria maneira, isto é, não é mais uma Avril Lavigne ou uma Madonna. O álbum Love. Angel. Music. Baby é extraordinário, na minha opinião. E adoro o imaginário "Alice no País das Maravilhas", que ela recriou no primeiro single desse álbum.

Conversa Descabida: A semana passada escreveu-se um artigo aqui nestas páginas sobre bandas com nomes cuja tradução para português era bastante engraçada. Os No Doubt estava lá com o nome de Sem Dúvida. Aproveitando a deixa, do que é que não tens dúvidas?
Joana: Não tenho dúvidas quanto ao futuro que nos espera a todos. Mas como não quero ser demasiado mórbida nesta minha resposta, como não tenho jeito nenhum para o drama e como o meu forte não é a ironia (ser mordaz é um traço que tenho tentado acrescentar à minha personalidade, no entanto sem qualquer sucesso à vista), digo apenas que o homem não vive de certezas, apesar de muitas vezes afirmar que sabe tudo. Eu gosto de pensar que não tenho certezas, mas que também não tenho dúvidas. Sou qualquer coisa in between, algo que não sei ao certo o que significa, mas que um dia vou descobrir. Sou feliz desta maneira. Não quero ser uma pessoa com certezas, num mundo que pensa que apenas tem certezas, simplesmente porque não quero ser apenas mais uma pessoa no mundo.

Conversa Descabida: Vamos fofocar um bocado agora que também dá jeito às vezes. O que tens a dizer do casamento de José Sócrates com Fernanda Câncio que deverá ocorrer no Verão deste ano?

Joana: Ora aí está um tema verdadeiramente interessante para ser debatido por uma futura jornalista, cujo "futuro", espero eu, não passará, de todo, pelas revistas ditas cor-de-rosa. Mas sim, acho "porreiro pá". Acho que a Fernandinha partilha, sem dúvida, da minha opinião. E aproveitando a deixa, contrariamente ao que muito boa gente acha da voz dela, eu adoro a rouquidão que lhe é característica.

Conversa Descabida: Que música achas que ficaria bem na cerimónia?
Joana: Ora bem, estás a ver a Canon, a musica tradicional do casamento? Eu prefiro esta versão: http://www.youtube.com/watch?v=QjA5faZF1A8. Não há nada melhor do que algo assim mais animadito, mais rockeiro e assim sempre dá para dar mais vida à cerimónia. Por consequência, reduz-se o número de convidados que, provavelmente, já estariam a dormir ainda a "missa" estava a meio. Acrescento que o padre também acharia muito porreiro.

Conversa Descabida: A nossa escolha provavelmente recairia sobre o “Surrender” da Céline Dion…Achas que o nosso primeiro ministro será um marido tão bom quanto é político?
Joana: “Surrender”? Seria uma boa escolha também. "A thousand dreams I still believe", já dizia a Céline. É ela e muitos portugueses. Pronto, não me vou alongar a esse respeito, mas espero que toda a gente que está a ler esta entrevista, saiba perceber nas entrelinhas. Quanto ao facto de vir a ser um marido tão bom como é político, ora bem... penso que será "porreiro pá".

Conversa Descabida: Mudemos de assunto senão daqui a nada somos noticia de telejornal…A Britney Spears vem a Portugal em Julho para um concerto no Pavilhão Atlântico. Faz-me recordar há 5 anos atrás a actuação dela no Rock In Rio Lisboa. Achas bem que as pessoas paguem preços exurbitantes para que depois lhes espetem com um playback em cima?
Joana: Sim, tens razão. Talvez seja melhor dizer que todas as minhas respostas até agora foram extremamente irónicas, só mesmo uma forma de me tentar adaptar ao tom da entrevista. Acreditem que política não é de todo o meu forte, mas que até não desgosto do nosso primeiro-ministro. E ambiciono, como jornalista, vir a entrevistá-lo. Respondendo à tua questão, por muito playback que a Britney utilize e apesar dos preços exurbitantes dos bilhetes, acho que as pessoas não vão deixar de ir ver os concertos dela. Ela, por muito que não queiramos, é um ícone da música pop. E toda a rapariga da minha idade, sonhou acordada com o rapaz de quem gostava ao som de uma música dela. A Britney preencheu a nossa adolescência. Ela já teve uma voz
maravilhosa em tempos e refiro-me aqui à altura em que ela participou no Mickey Mouse Club. Já vi inúmeros documentários dela em que se podia ver que tinha uma voz bonita. Mas nota-se que nunca pode ser comparada à Christina Aguilera, ainda que as pessoas comuns e até mesmo os especialistas em termos musicais tenham tendência para fazer essa comparação. Termino a minha resposta dizendo que "Circus" é um álbum que ainda vai dar que falar. A Britney teve a sua fase complicada e "Blackout", na minha opinião, foi o pior álbum dela até agora. Mas penso que este último vai relançá-la, sem duvida, no mundo do espectáculo.

Conversa Descabida: Já que falamos de playback começo também a lembrar-me do Festival da Canção e da música do Carlos Paião. Das 45 músicas portuguesas que venceram o Festival a nível nacional qual a que mais te fascina?
Joana: “Amor D'Água Fresca”. Em primeiro lugar porque a letra é da autoria de uma das escritoras portuguesas que mais aprecio, Rosa Lobato de Faria, e depois porque é excepcionalmente bem interpretada por uma das vozes que mais gosto no panorama musical português, a fabulosa Dina. E aproveito aqui para dizer que gostava de tê-la ouvido mais vezes ao longo destes anos.

Conversa Descabida: Até que ano achas que a escolaridade devia ser obrigatória?
Joana: Eu concordo, com o facto de a escolaridade obrigatória ser até ao 12º ano. Mais uma vez, não estou muito por dentro de assuntos relacionados com política, mas já percebi pelas notícias que vejo nos telejornais e que leio nos jornais diários que alguns professores e alunos não estão contentes com muitas das medidas tomadas pela Maria de Lurdes Rodrigues. Eu não me posso manifestar a esse nível, porque não tenho grande conhecimento de causa. E mais uma vez aproveito momentos como estes, mais dizer que podíamos fazer um esforço para acabar com muita da iliteracia do nosso país. Gostaria que abrissem mais universidades para as pessoas mais velhas, que querem aprender a ler e a escrever, ou que ambicionam continuar os estudos que já têm e ter formação a todos os níveis. Não há nada melhor do que ter pessoas com vontade de aprender. E acrescento que a leitura devia ser muito mais estimulada, sobretudo nas crianças, que deviam, na minha opinião, começar a ter contacto, desde cedo com a magia que as palavras podem ter. Penso que Portugal devia apostar mais na cultura, ainda para mais porque vivemos num país cheio de História.

Conversa Descabida: Que música é ideal para estudar?
Joana: Ora bem, para mim folk e música celta.

Conversa Descabida: Esta semana falámos do American Idol na nossa Caixinha de Tesouros. Tens acompanhado a 8º temporada?
Joana: Gostava de poder dizer que sim, mas nem por isso. A quantidade exorbintante de entrevistas que tenho de transcrever para escrever reportagens para a faculdade, impossibilita-me acompanhar a 8ª temporada e todas as que se lhe antecederam.

Conversa Descabida: Mas certamente que conheces o Simon Cowell…Que tens a dizer sobre o papel que ele tem desempenhado como júri?
Joana: Claro que conheço. Ora bem, penso que devia deixar de ser tão carrancudo. Tem ar de quem carrega o mundo às costas. O único sítio onde o vi a ser minimanente 'fofinho' foi nos extras do Shrek 2, em que brilha a cantar "I did it my way".

Conversa Descabida: Desconhecíamos essa preciosidade do Shrek mas vamos investigar! Achas que tinhas o material necessário para ser a próxima “ídola” portuguesa?
Joana: Não, de todo. Ambiciono ser uma "ídola", mas apenas a nível jornalístico.

Conversa Descabida: Apesar de estarmos a gostar muito da conversa temos de terminar…Como já vem sendo hábito nestas entrevistas vamos ser maldosos e pedir-te que selecciones 10 músicas da tua vida…E nem mais uma única canção!
Joana: Elisa Toffoli – “Heaven Out Of Hell”; Kate Rusby – “Who Will Sing Me Lullabies”; Cara Dillon – “Craigie Hill”; O Corcunda de Notre Dame – “Lá For a”; Simon & Garfunkel – “Sound of Silence”; Amanda Marshall – “Let It Rain”; Wham – “Wake Me Up Before You Go-Go”; Elvis Costello – “She”; 4 Non Blonde – “What's Up”; Goo Goo Dolls – “Iris”. Foi difícil, e não quer dizer que sejam necessariamente as 10 músicas da minha vida, mas são, neste momento, aquelas de que me lembro para colocar aqui.

Conversa Descabida: Gostámos muito de estar aqui à conversa contigo. Excelente entrevistada e muito obrigado pela tua colaboração!
Joana: De nada. Sempre às ordens. É sempre um gosto colaborar com blogues dedicados a cultura, que é onde quero trabalhar dentro do jornalismo. Adorei a entrevista e, sobretudo, o entrevistador, por quem tenho um carinho muito especial.

Curiosidade – Sabia que a Joana foi a nossa primeira leitora a responder acertadamente a um desafio Quem Vem Lá? Utilizando o pseudónimo de Palavras Ao Vento conquistou o primeiro ponto do nosso desafio, em que perguntávamos se os nossos leitores conseguiam identificar David Bowie.



Amanda Marshall - "Let It Rain"

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Conversa Descabida Com Ana Oliveira

Mais uma semana, mais uma Conversa Totalmente Descabida. Um sítio onde se fala de tudo um pouco. O entrevistador compulsivo desta vez atacou Ana Oliveira, uma estudante de História do 1º ano na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova. Ana diz-nos que algumas pessoas se aproveitaram da religião para fazer merchandising, revela um gosto especial por fardas e ainda dá a sua opinião quanto ao caso Chris Brown e Rihanna! Sejam muito bem-vindos ao maravilhoso mundo das perguntas!

Conversa Descabida: Antes de mais muito obrigado por teres aceite o nosso convite. A semana passada entrevistámos a Carla e os pedidos do seu contacto por parte dos leitores não deixaram de chegar. Estás preparada para lidar com esta fama avassaladora?
Ana: Não, estou cheia de medo das perguntas. Estou tão nervosa! (risos)

Conversa Descabida: Não vale a pena o medo! Aqui as perguntas são bastante simples. Para começar vamos falar um pouco da música nos anos 80. Dos vários nomes possíveis qual o que mais te agonia e dá vómitos quando ouves?
Ana: Dos anos 80? Não era nascida na altura por isso as únicas coisas que me chegam aos ouvidos são boazinhas.

Conversa Descabida: Então se é só músicas boas dos anos 80 que ouves qual é mesmo aquela que te faz subir aos céus?
Ana: The Outfield – “I Don’t Wanna Loose Your Love Tonight”, acho que é dos anos 80. Eu gosto de muitas músicas dos anos 80, mas essa é a que de momento me causa mais impacto.

Conversa Descabida: É sim que nós confirmamos. E já que falamos em céus e que a Páscoa já passou acreditas mesmo na existência de um Deus?
Ana: Uh isto agora apanhou-me de surpresa. É uma pergunta complicada. Tive formação católica e continuo a ser muito influenciada por isso. Acredito em Deus. Mas principalmente acredito que há uma entidade superior a nós, é claro que cada religião vê essa entidade como quer.

Conversa Descabida: Não achas que a religião foi o maior golpe comercial alguma vez criado? Afinal de contas vende-se imenso merchandising
Ana: (risos) Acho que a religião já existia muito antes do merchandising, não acredito que no tempo de Jesus (por exemplo) houvesse produção em massa de santinhos, e coisas dessas. Algumas pessoas é que se aproveitaram da religião para criar um golpe comercial. Não só de agora, dantes eram vendidas "relíquias" que se diziam pertencer a Jesus ou areia que ele pisou. Sou completamente contra essas estratégias comerciais, tira toda a religiosidade à religião, desculpa a redundância. Faz dela uma coisa comercial levando muitas pessoas a esquecerem-se do que realmente importa.

Conversa Descabida: Ora cá está um ponto que partilhamos a mesmo opinião. Voltando aos anos 80, vamos falar dos nossos artistas da semana: os The Police. Que nos tens a apresentar sobre estes?
Ana: Ui não sei o que dizer sobre eles. Gosto muito de os ouvir. Têm músicas muito boas que ficam nos ouvidos e teimam em não sair. Não é uma banda que acompanhe muito mas que gosto bastante.

Conversa Descabida: Por falar em Police, já alguma vez tiveste problemas com a polícia?
Ana: Não...tenho medo deles. Não, estou a brincar. Por acaso gosto.

Conversa Descabida: Então gostas de gente fardada?
Ana: (risos) Gosto bastante…

Conversa Descabida: Que música colocarias como fundo se quisesses terminar uma relação com alguém?
Ana: Depende do motivo que tivesse para terminar a relação…Mas escolhia por acaso duas dos Maroon 5: “Nothing Lasts Forever” e “Better That We Break”.

Conversa Descabida: Achas que a Rihanna devia ter terminado a relação com o Chris Brown após as agressões?
Ana: Sim acho que qualquer pessoa não deve ser vítima de qualquer violência que seja, ainda por cima do namorado/namorada (dá para os dois lados). Por muito amor que haja entre os dois, se ele gostasse mesmo dela não lhe batia.

Conversa Descabida: Com a primeira edição do Campeonato das Estrelas Nacional a começar diz-nos lá quem é o teu artista ou banda portuguesa de eleição?
Ana: Ui, difícil...tenho de escolher só um? Gosto muito de Deolinda e do David Fonseca. Pronto uma banda e um artista. Apesar de gostar mais do David Fonseca nos Silence 4. Não se pode ter tudo.


Conversa Descabida: Na primeira entrevista do Conversa Descabida falámos de revistas masculinas. Serias capaz de posar para uma?
Ana: Hum…Acho que não. Mas nunca se sabe. Acho que quem vai posar para essas revistas, para além de terem um bom cachet, estão de certa forma habituadas. Não estou a dizer que são umas sem vergonha (risos)…Mas têm uma mentalidade formada diferente sobre isso. E também depende do nível de exposição do corpo…
Conversa Descabida: Para terminar esta conversa, se te pedíssemos para escolher 10 músicas da tua vida, a escolha recaía sobre…
Ana: Ui a pior parte…”Éramos assim”- Boitezuleika; “She will be loved” - Maroon 5; “You” - S Club 7; “Fields of Gold” - Sting (mas gosto muito da versão da Eva Cassidy); “Sub 16” - GNR; “Cinderela” - Carlos Paião; “My Friends”- Silence 4; “Mr Brightside”- The Killers; “Last Night” - The Strokes; “It's only a diary” - Patrick Doyle. Fizeste-me fazer a escolha mais difícil da minha vida…É como dizeres a uma mãe para escolher os filhos preferidos!

Conversa Descabida: Toda a gente me diz que é sempre a pergunta mais difícil! Obrigado pela tua participação Ana! Foste uma excelente entrevistada!
Ana: Adorei!

The Killers - "Mr Brightside"

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Conversa Descabida com Carla Anes


Conversa Descabida é a nova secção do "The Sound Of Music". Uma entrevista onde se fala um pouco de tudo. O entrevistado nunca sabe que pergunta se segue nem que rumo tomará a entrevista. Música e actualidade são os principais temas das conversas. A primeira vítima do nosso entrevistador compulsivo foi Carla , uma estudante de 21 anos que frequenta o 3º ano de Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova. Nesta entrevista ficámos a saber que Carla sonha ser Madonna e renegaria sair com o nosso conhecido Élvio Santigo, mas não dizia que não a ser a melhor amiga de Luciana Abreu (na foto à esquerda). Incrédulo? Então fique a saber como foi esta animada conversa!


Conversa Descabida: Antes de qualquer tipo de questão ficamos muito gratos por teres aceite o desafio de responder à nossa primeira "Conversa Descabida", mesmo sem saberes muito bem aquilo que te esperava. Como te sentes em ser a nossa primeira vedeta?
Carla: Antes de mais, obrigada pelo convite. Até tenho borboletas na barriga de tanta excitação! Não sei bem o que me espera mas tenho a certeza que vai ser divertido.

Conversa Descabida: Tens noção que a partir de hoje a tua vida nunca mais será a mesma?
Carla: Por causa desta entrevista? Ninguém me avisou que isto seria uma entrevista do género "a-tua-vida-vai-mudar-drasticamente-a-partir-de-agora"! Acho que vou ter de despedir o meu agente.

Conversa Descabida: Vá não o metas sem trabalho, porque a taxa de desemprego em Portugal já está elevada. Esta semana temos o prazer de dedicar a nossa atenção à artista Amy Winehouse. O que tens a dizer-nos sobre esta rapariga?
Carla: Acho que como artista é das pessoas mais talentosas no panorama musical actual (e não só). Mas acho que ela tem potencial para muito mais, e é triste vermos uma pessoa como ela desperdiçá-lo desta forma. Uau, isto foi profundo. Na verdade, foi bastante editado... A primeira coisa em que pensei não era tão simpática - em relação à sua personalidade, não ao talento. Mas não quero ferir susceptibilidades.

Conversa Descabida: E já que falamos nela e que os teus familiares não nos estão a ler neste momento, alguma vez tiveste contacto com drogas?
Carla: Já tive contacto com drogas, mas nunca experimentei. A não ser que sejas uma daquelas pessoas que diz: "Ah mas o álcool é uma droga!! E o tabaco também!".

Conversa Descabida: Por acaso até não sou dessas pessoas. Mas já que falas em álcool, um copito a mais já não negas pois não?
Carla: Eu não bebo muito. Qualquer pessoa que me conheça te diz isso! Inserir algum sarcasmo aqui.

Conversa Descabida: Já dizia a minha avó: “Quem do vinho é amigo, de si próprio é inimigo”! Tens algum provérbio que nos queiras apresentar?
Carla: Ah eu odeio, odeio provérbios. Errava sempre nessa categoria quando via o Quem Quer Ser Milionário. Quem me dera poder responder-te agora com um provérbio todo pomposo mas receio que o meu conhecimento nesta área tão chata não vá além do "Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar".... É assim, né?






Conversa Descabida: É sim! Se por um dia pudesses ter a vida de uma cantora quem escolherias?
Carla: Hum essa é difícil. Provavelmente a Madonna (ao lado) ou a Cat Power. A Madonna porque, tipo, é a Madonna. E o novo namorado dela é uma brasa. (risos) E a Cat porque simplesmente a adoro. Desde que não fosse na fase alcoólica dela, claro está... Ou vai daí, talvez não. (risos)

Conversa Descabida: Que CD te deixou estupefacta nestes últimos tempos?
Carla: Provavelmente a compilação Dark Was The Night. Simplesmente fantástico. E não é todos os dias que tenho muitos dos meus artistas preferidos no mesmo álbum.

Conversa Descabida: Que música te faz adormecer?
Carla: Sigur Rós! Mas no bom sentido, claro. Como se eu pudesse dizer alguma coisa má sobre eles. Às vezes meto-os a tocar antes de ir dormir. É tiro e queda. Nunca falha.

Conversa Descabida: Já que falamos em adormecer, achas que o nosso país anda a dormir?
Carla: Eu sempre achei que o nosso país estava a dormir. Mas acho que isso já faz parte da maneira de ser dos portugueses. É o "deixa andar" e o "vão sem mim que eu vou lá ter" que nunca mais acaba. Mal posso esperar para imigrar. (risos)

Conversa Descabida: O que dirias ao Élvio Santiago se ele te convidasse para sair?
Carla: Ao quem?! (Carla pesquisa Élvio no Google) Não obrigado… Acho que ele me vai excluir do Orkut e msn depois disto!

Conversa Descabida: Sempre que tiveres saudades podes vê-lo a cantar no nosso Baú dos Horrores. Aqui há tempos vimos na MTV um programa em que a Paris Hilton procura a sua melhor amiga. Participarias na versão portuguesa se a Luciana Abreu estivesse à procura da sua melhor amiga também?
Carla: Ahh mas eu adoro o Baú dos Horrores! Deve-me ter escapado esse vídeo! Em relação à pergunta sobre a Luciana Abreu... Claro que sim! Mas só se passássemos o dia inteiro a cantar as músicas da Floribela e a usar vestidos às florzinhas. De outro modo, não estaria interessada.

Conversa Descabida: A Luciana já chegou a posar para a FHM. Mas agora a atenção está concentrada na Mónica Sofia e na Playboy portuguesa. Achas que fazia falta algo deste género em formato nacional?
Carla: Que pergunta. (risos) Sinceramente, nem me aquece nem me arrefece. Estou é surpreendida por terem demorado tanto tempo para lançar a versão portuguesa.

Conversa Descabida: Para terminar esta conversa, se te pedíssemos para escolher 10 músicas da tua vida, a escolha recaía sobre…
Carla: Queres uma lista de 10 músicas agora? Isso é praticamente impossível, tenho de pensar! Esse é o tipo de listas em que estou sempre a mudar de opinião... Mas vou tentar: "New Slang", The Shins; "Bitter Sweet Symphony", The Verve; "Wish You Were Here", Pink Floyd; "Here Comes the Sun", The Beatles; "Lover, You Should've Come Over", Jeff Buckley; “Imagine”, John Lennon, “Vaka”, Sigur Rós; “Iris”, Goo Goo Dolls; “Hallelujah”, Jeff Buckley; “Stand By Me”, Ben E. King.

Conversa Descabida: Obrigado pela tua participação Carla! Foste uma boa primeira convidada!

Carla: De nada! Foi muito divertido!

Goo Goo Dolls - "Iris"