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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Álbuns - Now 10 Anos (Vários)


A mais bem sucedida colectânea em Portugal apresenta-nos este ano um bónus: uma edição comemorativa dos 10 anos da sua permanência em Portugal. Para tal, vários temas que apareceram nos 20 CD's lançados até ao momento na gama Now foram submetidos a uma votação do público, sendo que os 39 mais votados nos aparecem neste grande conjunto de soberbas melodias que nos recordam o passado, o presente e dá-nos um cheirinho do futuro. Uma viagem temporal que ao longo de 2 CD's deixa qualquer fã de Pop-Rock e música comercial rendido da primeira à última faixa. A par de nomes internacionais como Anastacia, Keane, Mika, George Michael ou Skunk Anansie, deparamo-nos com um conjunto de nomes nacionais que não são desprezados de todo por qualquer apreciador de música que se preze. Nomes como Da Weasel, Jorge Palma e Humanos complementam o alinhamento de um daqueles álbuns que pode vir a ser um dos sucessos de vendas no começo deste ano. Fiquem de seguida com o alinhamento do álbum duplo.

CD 1
01 - Anastacia - One Day In Your Life
02 - Shakira - Whenever, Wherever
03 - Gwen Stefani feat. Akon - The Sweet Escape
04 - Britney Spears - One More Time
05 - George Michael - Outside
06 - Mika - Grace Kelly
07 - Bob Sinclar - Love Generation
08 - Katy Perry - I Kissed a Girl
09 - Black Eyed Peas - Shut Up
10 - Da Weasel - Re-tratamento
11 - The Pussycat Dolls feat. Busta Rhymes - Don't Cha
12 - Madcon - Beggin'
13 - Rihanna feat. Jay-Z - Umbrella
14 - Alicia Keys - No One
15 - Simon Webbe - Coming Around Again
16 - Craig David - Walking Away
17 - Corinne Bailey Rae - Put Your Records On
18 - Joss Stone - Right To Be Wrong
19 - Amy Winehouse - Rehab
20 - GNR - Quero Que Tudo Vá Para o Inferno

CD 2
01 - Os Tribalistas - Já Sei Namorar
02 - Vanessa da Mata feat. Ben Harper - Boa Sorte (Good Luck)
03 - Nelly Furtado - I'm Like a Bird
04 - Humanos - Maria Albertina
05 - Keane - Everybody's Changing
06 - Maroon 5 - This Love
07 - Coldplay - Yellow
08 - Reamonn - Star
09 - Per7ume feat. Rui Veloso - Intervalo
10 - KT Tunstall - The Other Side Of The World
11 - The Gift - Fácil de Entender
12 - Skunk Anansie - You'll Follow Me Down
13 - Lamb - Gabriel
14 - Brandi Carlile - The Story
15 - Sara Bareilles - Love Song
16 - Paulo Gonzo - Sei-te de Cor
17 - Jorge Palma - Encosta-te a Mim
18 - Train - Drops of Jupiter
19 - Pink - Who Knew

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Álbuns - OST Skins 1/2

Que Skins é uma das séries do momento ninguém tem dúvidas. E por trás de uma grande série, esconde-se claro, uma grande banda-sonora. Mas antes de focar a banda-sonora em si, convém antes de mais explicar ao leitor menos atento, que série é esta. Skins retrata o dia-a-dia de um grupo de jovens mostrando os seus problemas, receios, ambições, paixões, amores, traições, um pouco de tudo. Desengane-se quem pensa que se trata de uma espécie de Morangos com Açúcar versão britânica. Sem problemas em soltar um "fuck", os personagens representam os temas que uma sociedade conservadora mais dificuldade tem em apresentar. Temos Tony, o garanhão da história que não resiste a namoriscar com toda a gente; Michelle, a namorada de Tony que termina a relação com ele por este a ter traído; Sid, o melhor amigo de Tony que tenta a todo o custo perder a virgindade e está perdidamente apaixonado no inicío da série por Michelle; Cassie, uma anorética depressiva, que se apaixona por Sid; Anwar, o muçulmano do grupo que tenta que a sua religião não afecte a relação com o seu grupo de amigos; Maxxie, o gay da história e melhor amigo de Anwar; Chris, viciado em comprimidos e droga e que se apaixona pela professora Angie na primeira temporada; Jal, a clarinetista do grupo e a mais certinha e conservadora, estatuto que se vai alterando ao longo da história; Effy, a irmã problemática de Tony que se tende a envolver num mundo obscuro, e em torno da qual se desenvolve a terceira temporada; Sketch, que desenvolve uma paixão desenfreada por Maxxie e que faz de tudo para o ter. É com estes nomes que se desenvolvem as 2 primeiras temporadas, trocando-se na terceira para outra geração. Com uma forma de desenvolver a história fantástica, Skins é um programa obrigatório para os jovens. Focando agora a banda sonora que é para isso que cá estamos, é feita sobretudo à base de música alternativa contando com nomes como The Gossip, The Kills, LCD Soundsystem, Bloc Party, Ladyhawke, Sigur Rós, e muito mais. Há até ainda espaço para, no CD da primeira temporada, inserir o tema que o personagem Sid interpreta no último episódio, nos últimos momentos: "Wild World", um original de Cat Stevens. Por cá ainda não podemos obter a banda sonora da série, mas se estiverem interessados esta encontra-se disponível em http://www.amazon.com/. Para terminar só umas pequenas últimas informações e curiosidades: os Buraka Som Sistema já tiveram um tema seu incluído na série; existem actualmente dois blogues de fãs em Portugal a seguir atentamente: http://skins-portugal.blogspot.com/ e http://www.skinsportugal.pt.vu/. Segue-se o alinhamento que compõem cada um dos álbuns. Completamente imperdível para quem gosta de música a sério.

01 - Fat Segal - "Skins Theme Tune"
02 - The Gossip - "Standing In The Way Of Control (Soulwax Mix)"
03 - Bloc Party - "Positive Tension"
04 - Yeah Yeah Yeahs - "Date With The Night"
05 - Adam & The Ants - "Prince Charming"
06 - Archie Bronson - "Outfit Dart For My Sweetheart"
07 - The Earlies - "Kelly Brown"
08 - DJ Shadow - "Mongrel Meets His Maker"
09 - Tricky - "Hell Around The Corner"
10 - Skrem - "Colourful"
11 - Broken Family Band - "It's All Over"
12 - Roots Manuva - "Witness"
13 - The Hives - "No Pun Intended"
14 - The Fall - "Totally Wired"
15 - John Martyn - "May You Never"
16 - Shuggie Otis - "Aht Uh Mi Hed"
17 - Broadcast - "Hammer Without A Master"
18 - Brian Jonestown Massacre - "You Look Great When I'm High"
19 - Sid - "Wild World"


01 - LCD Soundsystem - "North American Scum"
02 - Born Ruffians - "Hummingbird"
03 - The Kills - "Fuck The Police"
04 - Black Rebel Motorcycle Club - "Spread Your Love"
05 - The Dandy Warhols - "Shakin'"
06 - Battles - "Atlas"
07 - Lips Inc. - "Funkytown"
08 - Ladyhawke - "Back Of The Van"
09 - Ryan Adams - "Come Pick Me Up"
10 - Gregory Isaacs - "Ojection Overruled"
11 - Camera Obscura - "Keep It Clean"
12 - Gogol Bordello - "Occurrence On The Border"
13 - Grizzly Bear - "Knife"
14 - King Creosote - "You Are Could I?"
15 - Fionn Regan - "Be Good Or Be Gone"
16 - Sigur Rós - "Takk..."
17 - James Yorkston and The Athletes - "Don't Let Me Down"
18 - Broadcast - "Valerie"
19 - The Chemical Brothers - "The Pills Won't Help You Now"


The Gossip - "Standing In The Way Of Control"

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Álbuns - "Ten" (Pearl Jam)


Ten nunca deixou de andar nas bocas do mundo. Mas muito recentemente está ainda mais em voga. E isto porquê? Pela simples razão de que este álbum foi reeditado podendo ser encontrado também numa edição bem especial com conteúdos fantástico acrescidos ao grandioso álbum citado. Ten chega às lojas em 1991 sob o signo da editora Epic Records. A maioria das músicas deste álbum começam por nos brindar com uns belos instrumentais, seguindo-se a entrada vocal de Eddie Vedder com letras da sua autoria e que nos falam de depressão, sem-abrigos e abusos. Para aqueles que pensam que Ten foi logo um sucesso imediato, desenganem-se. Só em 1992 é que este trabalho discográfico viria a ter reconhecido o seu mérito, arrecadando um 2º lugar na Billboard 200. Tidos como um dos grandes nomes do grunge, neste seu primeiro trabalho os Pearl Jam chegam e conquistam. Muito devido a canções como "Even Flow". Este single que sucedeu ao hit "Alive" foi mais um dos passos em frente tomados pelos Pearl Jam que fizeram com que este álbum vende-se mais de 15 milhões de cópias em todo o mundo. A primeira versão do videoclip custou-lhes uma quantia monetária um tanto elevada e nunca viria a sair cá para fora devido à insatisfação da banda face aos resultados. Este seria o primeiro sinal de desconforto dos Pearl Jam quanto ao fantástico mundos dos videoclips. Como não temos videoclip, só podemos ficar com uma brilhante actuação ao vivo. E já será muito bom para a nossa vista e ouvidos. "Even Flow" ao vivo em São Paulo, no Brasil. Boas audições, e o texto, volta já de seguida.




Outra faixa que merece igualmente o nosso destaque é "Jeremy". Esta música baseia-se na história verídica de um rapaz de 16 anos chamado Jeremy Dell, que cometeu o suicídio perante o olhar da sua turma na sala de aula, numa escola em Richardson, no Texas. A banda perante os resultados obtidos na construção do videoclip fica satisfeita. E porquê? Porque insiste na violência. Fiquem já de seguida e sem perder mais tempo, com este fantástico videoclip que infelizmente poucos conhecem.





Para terminar, e porque não nos podemos alongar mais nestas linhas, vejamos o que nos diz Lia Pereira acerca da reedição de Ten na BLITZ deste mês. Boas audições e leituras!


Março de 1992. Na carreira dos Pearl Jam, este é um daqueles momentos em ponto-rebuçado que, agora que a banda começa a olhar para o passado, reeditando a sua discografia, emociona rever. No único MTV Unplugged que gravariam, o grupo e Eddie Vedder - sentado timidamente num banco, mãos juntas à frente e boné para trás, num visual naïf rematado por sorriso quase infantil - estabelece ligação directa com uma geração. A começar, com a dos surfistas, pela mão da até agora inédita rendição de "Oceans": "uma canção de amor que escrevi sobre a minha prancha", apresenta Eddie Vedder com o tal sorriso, antes de se atirar a "State of Love and Trust", uma das primeiras amostras do rock sério, emotivo mas ainda assim raivoso que os Pearl Jam cunhariam. Segue-se, e os milhares que gravaram em VHS este concerto sabem a sequência de cor, a emblemática "Alive", a provar que, ao primeiro álbum, as canções memoráveis saíam em cacho aos Pearl Jam e que o seu ADN - menos linfático que o dos comparsas Nirvana, aspirando à mesma eternidade de Bruce Springsteen ou Neil Young - ficava assim gravado na pedra. Breve, carismático e simbólico, o concerto dos Pearl Jam na MTV funciona como viagem ao passado para a geração que marcou, e como derradeira apresentação de uma banda que combinava o rock de punho fechado que dominaria a década de 90 com um coração aberto. Na pessoa e na voz - incrível, intuitiva - de Eddie Vedder, os Pearl Jam pareciam transportar um sentido de virtude e autenticidade, como se por Vedder passasse a verdade do mundo mas, ao contrário de Kurt Cobain, ele chegasse muito bem para ela. A edição em DVD deste concerto é, porventura, o ponto alto da reedição comemorativa de Ten, onde se incluem versões com concertos em vinil, cadernos de apontamentos de Eddie Vedder e do baixista Jeff Ament, uma mão cheia de raridades e uma nova remistura do álbum, pela mão do produtor Brendan O'Brien. Um pouco mais crua e rente às referências setentistas dos Pearl Jam, esta nova leitura não é necessária para que se reconheça a Ten, uma das melhores estreias dos últimos 20 anos, o estatuto de álbum clássico.


Fonte: BLITZ nº34 (Texto de Lia Pereira)

terça-feira, 24 de março de 2009

Álbuns - "No Line On The Horizon" (U2)


Se Bruce Springsteen é visto como a voz do povo, será justo dizer que os U2, não apenas a voz especialmente humana de Bono, mas toda a banda, com destaque para as "notas prateadas" da guitarra de The Edge - são a voz do coração. Alma é coisa que nunca faltou ao quarteto de Dublin, mesmo nos tempos de penúria em que, nas palavras dos próprios, o grupo foi rejeitado por todas as editoras - duas vezes. O contrato chegaria, um belo dia, abrindo a porta para o primeiro álbum e para uma carreira que, de meados dos anos 80 para cá, se tem desenvolvido de forma avassaladora, transformando os U2 numa verdadeira marca multinacional. Não obstante, a alma, ou para os menos esotéricos a crença nunca se perdeu, mesmo quando transvestida de tecnologia de ponta e humor irónico, nos idos anos 90. Em No Line On The Horizon, é essa a ideia de banda com coração lá dentro que sobressai. Gravado entre o Reino Unido, Nova Iorque e Marrocos, o 12º disco dos U2 não é a revolução que se chegou a apregoar - pelo menos não ao nível de Achtung Baby, perpétuo termo de comparação no que toca a ruptura sonora. Mas representa, como seria de suspeitar pelo single "Get On Your Boots", um passo em frente em relação ao rumo relativamente macio dos dois últimos álbuns. O riff quase garageiro com que The Edge "sabota" a cantilena de Bono, a espaços próxima da declamação, alia-se aos coros psicadélicos e distorcidos e ao final explosivo naquele que é o mais desafiante single dos U2 em muitos anos. Mais próximo daquilo que os irlandeses têm feito nesta década, o resto do disco acaba, ainda assim, por reflectir os pontos fortes da sua amostra inicial: "Breathe" apanha Bono a palrar com uma foto de Bob Dylan à frente, munindo-se também de riffs mais sujos que a marca de água dos U2; "Stand Up Comedy" tem a mesma raça rija, mas a letra remete para uma espiratualidade comum à bela balada "Magnificent" ou a "White As Snow", delicada canção acústica próxima de Simon and Garfunkel.

Fonte: BLITZ Nº33 (Texto de Lia Pereira)

U2 - "Breathe"

sábado, 14 de março de 2009

Álbuns - "The Wall" (Pink Floyd)


The Wall é talvez o álbum mais emblemático de toda a carreira dos Pink Floyd. Lançado em 1979, este álbum é já um clássico do rock e inspirou muitas da bandas da actualidade no seu trabalho. The Wall não é só um dos melhores trabalhos musicais alguma vez feitos. The Wall tem muita história por detrás dele. A ideia de ter um álbum com este nome surgiu da cabeça de Roger Waters aquando a digressão de Animals em 1977. Em Montreal, Waters, num acto de ira, simplesmente cospe para cima de um fã mais turbulento. O resultado: Waters fica com um peso na consciência e partir daqui decide criar uma "parede" entre si e o público quando estivesse a actuar. E é assim que The Wall começa a delinear-se. O álbum retrata a vida de "Pink", um anti-herói que é constantemente martelado e espancado pela sociedade que o rodeia. "Pink" é sufocado pela sua mãe, oprimido na escola, indo construir um muro entre ele e a sociedade (à semelhança do que Roger Waters fizera entre si e o público) e deixa-se ficar no seu mundo, onde só existe quem ele realmente quer. Começa a consumir drogas e durante as alucinações provocadas por esta substância, "Pink" transforma-se num ditador fascista apenas para que a sua consciência rebelde o deixe em tribunal, onde o juiz interior lhe irá ordenar que destrua a parede criada entre ele e a sociedade e para que se deixe entrar no mundo exterior. A história que o álbum conta já deu inclusivé origem a um filme, Pink Floyd: The Wall, lançado em 1982 pela MGM e pela mão realizador Alan Parker e que conta ainda com Bob Geldof no papel do jovem "Pink". Aproveite para fazer agora uma pausa na leitura e para ver aqui o trailer deste filme.





The Wall foi gravado em quatro estúdios: os CBS Studios (Nova Iorque), Producers Workshop (Los Angeles), Super Bear e Miravel (ambos no Sul de França). A esta hora o leitor estár-se-á a questionar porque motivo terá a banda andado por tanto estúdio num só álbum. A resposta é simples: crise financeira. Singles como "Another Brick In The Wall (Part II)", "Empty Spaces" e "Comfortably Numb" foram produzidos um pouco por todo o mundo. Para o primeiro single aqui referido a banda precisava de um coro infantil. A escolha levou-os a falar com Alun Renshaw, professor na Islington Green School, escola que ficava relativamente perto dos Britannia Row Studios. O coro foi impedido de ouvir o resto da música e a banda para dar uma sensação de que havia mais coro de fundo sobrepôs doze vezes a voz dos mais novos. A participação do grupo coral gerou depois uma série de polémicas em torno do pagamento pelo serviço prestado à banda, ficando tudo um pouco mais tarde resolvido, oferecendo-se 500 libras e ainda um exemplar do The Wall a cada um dos alunos envolvidos na gravação da faixa. O alinhamento final deste álbum é o seguinte:
Lado 1 (Primeiro Vinil)
1 - "In the Flesh?"
2 - "The Thin Ice"
3 - "Another Brick in the Wall (Part 1)"
4 - "The Happiest Day of Our Lives"
5 - "Another Brick in the Wall (Part 2)"
6 - "Mother"

Lado 2 (Primeiro Vinil)
1 - "Goodbye Blue Sky"
2 - "Empty Spaces"
3 - "Young Lust"
4 - "One of My Turns"
5 - "Don't Leave Me Now"
6 - "Another Brick in the Wall (Part 3)"
7 - "Goodbye Cruel World"

Lado 3 (Segundo Vinil)
1 - "Hey You"
2 - "Is There Anybody Out There?"
3 - "Nobody Home"
4 - "Vera"
5 - "Bring the Boys Back Home"
6 - "Comfortably Numb"

Lado 4 (Segundo Vinil)
1 - "The Show Must Go On"
2 - "In the Flesh"
3 - "Run Like Hell"
4 - "Waiting for the Worms"
5 - "Stop"
6 - "The Trial"
7 - "Outside the Wall"

Durante a produção deste álbum Richard Wright é ainda despedido da banda, contudo continua a participar nos concertos ao vivo da banda como um músico pago. O álbum foi galardoado 23 vezes como disco de platina e é o 3º disco mais vendido de sempre nos Estados Unidos. Conquistando o número 1 nas tabelas da Billboard em 1980, The Wall foi reeditado em CD em 1994 no Reino Unido e em 1997 no resto do mundo. Existe ainda uma outra reedição a propósito do 20º aniversário do seu lançamento. Segundo uma estatística feita aos leitores da revista Q em 1998, The Wall foi eleito como o 65º melhor álbum de sempre. Em contrapartida, a Rolling Stone toma a mesma iniciativa em 2003, mas The Wall deixa-se ficar por um agradável 87º lugar. É por estas e muitas outras razões que The Wall é um álbum tão especial na carreira dos Pink Floyd. O "The Sound Of Music" partilha da opinião de que este é um dos melhores trabalhos da banda. Para terminar este artigo fiquem com o single já aqui referido "Another Brick In The Wall (Part 2)". Boas audições!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Álbuns - "Dig Out Your Soul" (Oasis)


Cada álbum dos Oasis é invariavelmente precedido de um impressionante caudal de falatório: antes de Dig Out Your Soul, nas lojas em Outubro, de tudo um pouco disseram os manos Gallagher: que este era um disco experimental, e não brit pop, foi uma das suas declarações mais pomposas. De uma das bandas mais conservadoras do mundo não se espere, contudo, uma reinvenção que faça tábua rasa de tudo o que os autores de Supersonic construíram até aqui. À excepção de alguns exercícios de country desengonçada e até de gospel, todas as músicas de Dig Out Your Soul são facilmente reconhecíveis como pertencendo a Oasis, quanto mais não seja pelo famoso espraiar vocal de Liam Gallagher. E o formato canção nunca é - felizmente, dizemos nós - descurado ou maltratado, ao longo de 11 músicas especialmente viçosas. Dona de um groove pesadão e setentista, com bateria e guitarra eléctrica sempre na linha da frente, a primeira metade de Dig Out Your Soul revela uns Oasis enrijecidos e mais preocupados com o músculo da canção e a capacidade de explosão dos refrões do que com melodias e outras miudezas. I'm Outta Time, balada pouco inspirada no interessante historial da banda nesse capítulo, serve de biombo, a meio do disco, introduzindo canções menos monolíticas e mais dadas ao pormenor. (Get Off Your) High Horse Lady, praticamente uma canção de trabalho à americana, rematada com o barulho dos pés a pisar a gravilha, é a primeira de várias surpresas. Falling Down, uma canção partida em dois, instrospectiva até ao ponto em que as guitarras a dinamitam por dentro, a psicadélica To Be Where There's Life ou o rock sulista, à moda dos Thin Lizzy, em The Nature Of Reality emprestam à segunda metade de Dig Out Your Soul uma salutar heterogeneidade. Deste equilíbrio entre força e detalhe nasce um disco sólido, capaz de arras sobretudo em concertos de estádio, com as suas letras suficientemente vagas para servirem os propósitos de toda a gente e os indispensáveis refrões insuflados a convidarem à celebração alcoólica. Talvez desta vez o falatório tivesse razão de ser.


Fonte: BLITZ nº 28 (Texto de Lia Pereira)

Oasis - "Falling Down"

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Álbuns - Tonight: Franz Ferdinand


Primeiro, o que é capaz de doer mais: ao terceiro álbum, os Franz Ferdinand anunciam a introdução da electrónica no superlativo cozinhado que mantêm quente desde 2004. Desmaiam, qual efeito-dominó, hordas de rockers-novo-milénio, pin na lapela e na ganga debaixo do cinto, uma opinião portátil sobre todos os discos de guitarras saídos depois de 1967.
Sejamos sensatos: os LCD Soundsystem, boa gente que sabe sacar emoção de teclados cutucados mecanicamente, mostraram que guitarras e sintetizadores juntos no altar não têm de soar a azeite dos anos 80. Não tem de soar aos Killers.
Os Franz Ferdinand, garbosos rapazes capazes de incendiar um palco com piruetas angulares e guitarras a sacar faíscas em vez de riffs, os Franz Ferdinand de Take Me Out, canção da década, conhecem a lição dos LCD Soundsystem e, em simultâneo, não esquecem a tabuada do nove. E isso significa, no mínimo, três coisas: rock com curvas, protuberâncias, volúpia; experiências inusitadas com sintetizadores russos e digitália de estúdio; refrões tão insidiosos como no primeiro dia, a pedir botão de repeat e múltiplos votos de confiança.
Dividam-se os apetites: Ulysses vem do passado no refrão (anos 70 disco com flashadas de 80), antecipa/saciona a afunkalhada Turn It On; baixo pulsante e riff gingão fazem a festa toda em No You Girls, funk-rock (outra vez!) enxertado de disco-sound (de novo!); Live Alone é cançãozaça ao estilo Auf Achse (do primogénito), linhas de teclado a lembrar os jogos de Spectrum, um mimo; os três últimos minutos de Lucid Dreams são electro sado-maso em camadas, coisa para estoirar com subwoofers em discoteca que não se cuide.
Lá mesmo no fim, Katherine Kiss Me vai buscar o storytelling crooner, Kapranos outra vez feito Romeu atordoado, perfeito cronista da disposição alheia - guitarra acústica e piano mui catita a mostrar, acredite-se, que o filão (entenda-se, talento) está longe de estar esgotado. Não doeu nada.

Fonte: Blitz Nº32 (Texto por: Luís Guerra)

Franz Ferdinand - "No You Girls"

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Álbuns - Tributo A Carlos Paião

Já passaram 20 anos desde que Carlos Paião morreu num terrível acidente de viação. Foi sem dúvida alguma um dos maiores nomes da música portuguesa, chegando a participar num Festival da Canção com a tão conhecida canção "Playback" que deu a conhecer a Portugal e ao Mundo as "maravilhas" desta prática. "Cinderela" foi considerada há 3 anos pelo programa "A Canção da Minha Vida" como a melhor música portuguesa de sempre. Muitas colectâneas se fizeram após o falecimento do artista, contudo nunca se viu nada assim como este "Tributo a Carlos Paião" em que vários talentos da música nacional do momento se juntam e fazem brilhar de novo as canções de Carlos Paião. Nomes como Rui Veloso, Tiago Bettencourt, M.A.U., Donna Maria, 4 Taste, entre outros, fazem com que este CD seja verdadeiramente único e é possível dar também a conhecer aos mais novos o que Carlos Paião fazia de tão bem, ainda que as música sofram todas umas pequenas alterações para este CD. Está disponível na FNAC por 15,95€ e conta com o seguinte alinhamento:

1 - Rui Veloso - Cinderela
2 - Tiago Bettencourt & Mantha - Pó de Arroz
3 - Donna Maria - Vinho do Porto
4 - FF - Cegonha
5 - Pólo Norte - Eu não sou poeta
6 - Per7ume - Versos de Amor
7 - Balla - Não há duas sem três
8 - Mesa - Senhor Extraterrestre
9 - Loto - Telefonia
10 - M.A.U. - Ga-Gago
11 - Sam The Kid - Playback (Instrumental)
12 - 4 Taste - Playback
13 - Oioai - Discoteca
14 - The Vicious Five - Zero a zero


Vinho do Porto - Donna Maria

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Álbuns - Summer Jam 2008


Está de volta outra das colectâneas mais conceituadas do Verão: Summer Jam 2008. Os ritmos dançáveis entram em sua casa e trazem consigo também a alegria que caracteriza o Verão de 2008. Com uma excelente variedade musical, este CD consegue em 22 faixas a façanha de captar a atenção daqueles que andam mais distantes das pistas de dança. Há ainda espaço também para a música nacional na voz dos Rádio Macau ou ainda dos mais recentes Classificados ou Rita Redshoes. Contem com o seguinte alinhamento no CD:
  1. Chris Brown - With You
  2. Rádio Macau - Cantigas de Amor
  3. Jay Sean - Ride It
  4. Yves LaRock - By Your Side
  5. Jordin Sparks - Tatoo
  6. Kelly Rowland - Word (Freemasons Radio Edit)
  7. Melanie C - Understand
  8. Mafalda Veiga - Estrada
  9. DJ Assad feat. Maradja - Summer Lovin' (English Version)
  10. September - Cry For You
  11. Ian Carey - Keep On Rising
  12. MC Cidinho e Doca - Rap das Armas
  13. Bob Sinclar feat. Steve Edwards - Together
  14. Alicia Keys - Like You'll Never See Me Again
  15. Fragma - Tocas Miracle (Inpetto Edit)
  16. Rita Redshoes - Hey Tom
  17. Classificados - Rosa (Do Teu Jeito De Ser)
  18. Mario - Crying Out For Me
  19. Freemasons feat. Bailey Tzuke - Uninvited
  20. Sean Kingston - Take You There
  21. Martin Solveig feat. Jay Sebag - C'est la vie
  22. The Ting Tings - Great DJ

Para finalizar este post nada melhor do que ficarmos a ouvir uma das músicas presentes neste álbum e que toda a gente a trautear pelas ruas: MC Cidinho e Doca - Rap das Armas. Se ainda não ouviram, a partir de agora não tem desculpa para não conhecerem! Boas audições!



domingo, 20 de julho de 2008

Álbuns - Now 18


Qual o resultado de uma junção das editoras Sony BMG, Universal e a EMI? A resposta a esta pergunta é simples e directa: a compilação NOW, que este ano atinge a idade adulta. NOW 18 é um CD que reúne os temas que mais vão agitar este Verão! Já ninguém vai de férias sem levar esta colectânea na mala ou no leitor de CD's do carro! Reunindo uma boa dose de 38 temas, podemos contar com nomes nacionais tais como Rita Redshoes, David Fonseca, Klepht e Da Weasel, bem como conceituados nomes internacionais como Amy Winehouse, Tokio Hotel, Lenny Kravitz e Kylie Minogue. Para conhecerem o alinhamento dirijam-se ao site da FNAC clicando no seguinte link: http://www.fnac.pt/pt/Catalog/Detail.aspx?cIndex=1&catalog=discos&categoryN=M%C3%BAsica&category=compilacoes&product=600753094396 e podem inclusivé efectuar logo a compra através do site! Para finalizar presenteamos os nosso leitores com uma música que vem neste álbum: Goldfrapp - A&E!